Danzas Circulares
atrás

 

 

En agosto de 2007, partió de este mundo Judith Munk, a quien Pablo le dedica la danza del fuego. En junio presentó un libro sobre su vida, una especie de autobiografia, muy interesante, escrita por Sonia Hirsch, una escritora de Sao Paulo amiga de ella. Judith aceptó incluir en este sitio un parrafito del libro relacionado con las danzas circulares. Queremos compartir un link para los que quieran comprarlo, todo lo recaudado va a una institución de sordos de Rio de Janeiro: http://www.correcotia.com/naoexisteproblema

Na festa da vida, encontro minha amiga Judith brincando de roda. O  vestido de verão soltinho no corpo, rosto corado, olhos alegres. Pergunto  como vai e a resposta vem cheia de música: "Eu? Eu vou sempre bem! Venha,  vamos dançar, venha..."

 Na sala do apartamento, um grupo de mulheres descalças forma o círculo.  Alguém coloca um CD e a dança começa – para um lado, para outro, três  passos à frente, volta, passa por trás... Vou seguindo como posso, e aos  poucos a coreografia vai entrando. Não é tão complicada, afinal. Só que  acaba logo, e começa outra. Esta, me explicam, vem dos índios americanos.  Os passos são diferentes. Alguém me ensina a voltinha, a música começa, e  lá vamos nós, índias americanas. Depois entra uma música grega – divertida, com aquele jeito Zorba de dar um pulinho e levantar a perna, e  lá vamos nós, gregas, sempre em roda, dando as mãos, soltando, girando.  Dançamos então uma música chinesa em que o vento nos balança, em seguida  uma judaica que mostra o sábio e o louco, e depois outras, e outras mais.

 Minha amiga tem 82 anos e está feliz. "Por que não estaria?", diz ela. "A  vida é tão simples, não existe problema, as pessoas é que complicam as
 coisas!"

**********

 O movimento das danças sagradas circulares surgiu nos anos 70 na
 comunidade de Findhorn, Escócia. Houve um encontro sobre renovação da
 espiritualidade onde um professor alemão de dança apresentou a tradição
 dessas danças. De lá para cá, inúmeras pessoas foram tocadas pelo resgate
 do que sempre nos fez dançar juntos quando celebramos a vida, a morte, os
 ciclos da terra e da lua, os encontros, as despedidas. Rituais do mundo
 inteiro, e de todas as etnias, originalmente reuniam as pessoas em roda.
 Com o passar dos séculos a roda transformou-se em duas linhas, depois
 começamos a dançar aos pares e hoje dançamos sozinhos. Qual seria o
 sentido, afinal, de voltarmos a dançar todos juntos?



 Textos da internet respondem que, quando você mal conhece os moradores da
 porta ao lado, dançar junto tem o dom de criar harmonia rapidamente e sem
 palavras. Que existe um poder no círculo, no grupo de pessoas que se dão
 as mãos e se movem juntas, em harmonia com ritmos, melodias e passos que
 sobreviveram aos séculos. Que as danças circulares restabelecem
 sentimentos comuns a todos os seres humanos e por isso são tão
 transformadoras. Ninguém precisa ser um dançarino treinado, basta entrar
 de coração aberto para compartilhar esse transbordamento de espírito e de
 alegria.

 Penso em Judith e lembro de Shiva Nataraja, o deus hindu que dança porque
 tudo aquilo que existe, vivente ou não, pulsa em seu corpo. Nele se vê
 todo o movimento cósmico. Nele a arte e a espiritualidade são uma unidade
 perfeita, escolhida para representar o divino porque, na dança, o que é
 criado é inseparável do criador.


Sonia Hirsch , março de 2004

 

Não existe problema!


distribuição MAUAD
tel 21 3479-7422
WWW.MAUAD.COM.BR
mauad@mauad.com.br

  

|  Home  Danzas Circulares Calendario Compartiendo experiencias  |  Dónde danzar  | Videos  |  Viajes de Poder  |  Pablo Contacto |

tinkudanzas